Êxodo 15 NVI-PT

40
Êxodo 14 NVI-PT
Êxodo 17 NVI-PT

Êxodo 16Nova Versão Internacional (NVI-PT)

O Maná e as Codornizes

16 Toda a comunidade de Israel partiu de Elim e chegou ao deserto de Sim, que fica entre Elim e o Sinai. Foi no décimo quinto dia do segundo mês, depois que saíram do Egito. No deserto, toda a comunidade de Israel reclamou a Moisés e Arão. Disseram-lhes os israelitas: “Quem dera a mão do Senhor nos tivesse matado no Egito! Lá nos sentávamos ao redor das panelas de carne e comíamos pão à vontade, mas vocês nos trouxeram a este deserto para fazer morrer de fome toda esta multidão!”

Disse, porém, o Senhor a Moisés: “Eu lhes farei chover pão do céu. O povo sairá e recolherá diariamente a porção necessária para aquele dia. Com isso os porei à prova para ver se seguem ou não as minhas instruções. No sexto dia trarão para ser preparado o dobro do que recolhem nos outros dias”.

Assim Moisés e Arão disseram a todos os israelitas: “Ao entardecer, vocês saberão que foi o Senhor quem os tirou do Egito, e amanhã cedo verão a glória do Senhor, porque o Senhor ouviu a queixa de vocês contra ele. Quem somos nós para que vocês reclamem a nós?” Disse ainda Moisés: “O Senhor lhes dará carne para comer ao entardecer e pão à vontade pela manhã, porque ele ouviu as suas queixas contra ele. Quem somos nós? Vocês não estão reclamando de nós, mas do Senhor”.

Disse Moisés a Arão: “Diga a toda a comunidade de Israel que se apresente ao Senhor, pois ele ouviu as suas queixas”.

10 Enquanto Arão falava a toda a comunidade, todos olharam em direção ao deserto, e a glória do Senhor apareceu na nuvem.

11 E o Senhor disse a Moisés: 12 “Ouvi as queixas dos israelitas. Responda-lhes que ao pôr-do-sol vocês comerão carne, e ao amanhecer se fartarão de pão. Assim saberão que eu sou o Senhor, o seu Deus”.

13 No final da tarde, apareceram codornizes que cobriram o lugar onde estavam acampados; ao amanhecer havia uma camada de orvalho ao redor do acampamento. 14 Depois que o orvalho secou, flocos finos semelhantes a geada estavam sobre a superfície do deserto. 15 Quando os israelitas viram aquilo, começaram a perguntar uns aos outros: “Que é isso?”, pois não sabiam do que se tratava.

Disse-lhes Moisés: “Este é o pão que o Senhor lhes deu para comer. 16 Assim ordenou o Senhor: ‘Cada chefe de família recolha quanto precisar: um jarroa] para cada pessoa da sua tenda’”.

17 Os israelitas fizeram como lhes fora dito; alguns recolheram mais, outros menos. 18 Quando mediram com o jarro, quem tinha recolhido muito não teve demais, e não faltou a quem tinha recolhido pouco. Cada um recolheu quanto precisava.

19 “Ninguém deve guardar nada para a manhã seguinte”, ordenou-lhes Moisés.

20 Todavia, alguns deles não deram atenção a Moisés e guardaram um pouco até a manhã seguinte, mas aquilo criou bicho e começou a cheirar mal. Por isso Moisés irou-se contra eles.

21 Cada manhã todos recolhiam quanto precisavam, pois, quando o sol esquentava, aquilo se derretia. 22 No sexto dia recolheram o dobro: dois jarros para cada pessoa; e os líderes da comunidade foram contar isso a Moisés, 23 que lhes explicou: “Foi isto que o Senhor ordenou: ‘Amanhã será dia de descanso, sábado consagrado ao Senhor. Assem e cozinhem o que quiserem. Guardem o que sobrar até a manhã seguinte’”.

24 E eles o guardaram até a manhã seguinte, como Moisés tinha ordenado, e não cheirou mal nem criou bicho. 25 “Comam-no hoje”, disse Moisés, “pois hoje é o sábado do Senhor. Hoje, vocês não o encontrarão no terreno. 26 Durante seis dias vocês podem recolhê-lo, mas, no sétimo dia, o sábado, nada acharão.”

27 Apesar disso, alguns deles saíram no sétimo dia para recolhê-lo, mas não encontraram nada. 28 Então o Senhor disse a Moisés: “Até quando vocês se recusarão a obedecer aos meus mandamentos e às minhas instruções? 29 Vejam que o Senhor lhes deu o sábado; e por isso, no sexto dia, ele lhes dá pão para dois dias. No sétimo dia, fiquem todos onde estiverem; ninguém deve sair”. 30 Então o povo descansou no sétimo dia.

31 O povo de Israel chamou manáb] àquele pão. Era branco como semente de coentro e tinha gosto de bolo de mel. 32 Disse Moisés: “O Senhor ordenou-lhes que recolham um jarro de maná e que o guardem para as futuras gerações, para que vejam o pão que lhes dei no deserto, quando os tirei do Egito”.

33 Então Moisés disse a Arão: “Ponha numa vasilha a medida de um jarro de maná, e coloque-a diante do Senhor, para que seja conservado para as futuras gerações”.

34 Em obediência ao que o Senhor tinha ordenado a Moisés, Arão colocou o maná junto às tábuas da aliança, para ali ser guardado. 35 Os israelitas comeram maná durante quarenta anos, até chegarem a uma terra habitável; comeram maná até chegarem às fronteiras de Canaã. 36 (O jarro é a décima parte de uma arrobac].)

Footnotes:

  1. 16.16 Hebraico: ômer. O ômer era uma medida de capacidade para secos. As estimativas variam entre 2 e 4 litros.
  2. 16.31 Maná significa Que é isso?
  3. 16.36 Hebraico: efa. O efa era uma medida de capacidade para secos. As estimativas variam entre 20 e 40 litros.
  4. Êxodo 15Nova Versão Internacional (NVI-PT)

    O Cântico de Moisés

    15 Então Moisés e os israelitas entoaram este cântico ao Senhor:

    “Cantarei ao Senhor,
        pois triunfou gloriosamente.
    Lançou ao mar o cavalo
        e o seu cavaleiro!
    O Senhor é a minha força
        e a minha canção;
    ele é a minha salvação!
    Ele é o meu Deus e eu o louvarei,
    é o Deus de meu pai, e eu o exaltarei!
    O Senhor é guerreiro,
    o seu nome é Senhor.
    Ele lançou ao mar
        os carros de guerra
        e o exército do faraó.
    Os seus melhores oficiais
        afogaram-se no mar Vermelho.
    Águas profundas os encobriram;
    como pedra desceram ao fundo.

    Senhor, a tua mão direita
        foi majestosa em poder.
    Senhor, a tua mão direita
        despedaçou o inimigo.
    Em teu triunfo grandioso,
        derrubaste os teus adversários.
    Enviaste o teu furor flamejante,
        que os consumiu como palha.
    Pelo forte sopro das tuas narinas
        as águas se amontoaram.
    As águas turbulentas
        firmaram-se como muralha;
    as águas profundas
        congelaram-se no coração do mar.

    “O inimigo se gloriava:
    ‘Eu os perseguirei e os alcançarei,
    dividirei o despojo e os devorarei.
    Com a espada na mão,
        eu os destruirei’.
    10 Mas enviaste o teu sopro,
        e o mar os encobriu.
    Afundaram como chumbo
        nas águas volumosas.

    11 “Quem entre os deuses
        é semelhante a ti, Senhor?
    Quem é semelhante a ti?
        Majestoso em santidade,
        terrível em feitos gloriosos,
        autor de maravilhas?
    12 Estendes a tua mão direita
        e a terra os engole.
    13 Com o teu amor
        conduzes o povo que resgataste;
    com a tua força
        tu o levas à tua santa habitação.
    14 As nações ouvem e estremecem;
    angústia se apodera
        do povo da Filístia.
    15 Os chefes de Edom
        ficam aterrorizados,
    os poderosos de Moabe
        são tomados de tremor,
    o povo de Canaã esmorece;
    16 terror e medo caem sobre eles;
    pelo poder do teu braço
        ficam paralisados como pedra,
    até que passe o teu povo,
        ó Senhor,
    até que passe
        o povo que tu comprastea].
    17 Tu o farás entrar e o plantarás
        no monte da tua herança,
    no lugar, ó Senhor,
        que fizeste para a tua habitação,
    no santuário, ó Senhor,
        que as tuas mãos estabeleceram.
    18 O Senhor reinará eternamente”.

    19 Quando os cavalos, os carros de guerra e os cavaleirosb] do faraó entraram no mar, o Senhor fez que as águas do mar se voltassem sobre eles, mas os israelitas atravessaram o mar pisando em terra seca. 20 Então Miriã, a profetisa, irmã de Arão, pegou um tamborim e todas as mulheres a seguiram, tocando tamborins e dançando. 21 E Miriã lhes respondia, cantando:

    “Cantem ao Senhor,
        pois triunfou gloriosamente.
    Lançou ao mar o cavalo
        e o seu cavaleiro”.

    As Águas de Mara e de Elim

    22 Depois Moisés conduziu Israel desde o mar Vermelho até o deserto de Sur. Durante três dias caminharam no deserto sem encontrar água. 23 Então chegaram a Mara, mas não puderam beber das águas de lá porque eram amargas. Esta é a razão porque o lugar chama-se Mara. 24 E o povo começou a reclamar a Moisés, dizendo: “Que beberemos?”

    25 Moisés clamou ao Senhor, e este lhe indicou um arbusto. Ele o lançou na água, e esta se tornou boa.

    Em Mara o Senhor lhes deu leis e ordenanças, e os colocou à prova, 26 dizendo-lhes: “Se vocês derem atenção ao Senhor, o seu Deus, e fizerem o que ele aprova, se derem ouvidos aos seus mandamentos e obedecerem a todos os seus decretos, não trarei sobre vocês nenhuma das doenças que eu trouxe sobre os egípcios, pois eu sou o Senhor que os cura”.

    27 Depois chegaram a Elim, onde havia doze fontes de água e setenta palmeiras; e acamparam junto àquelas águas.

    Footnotes:

    1. 15.16 Ou criaste
    2. 15.19 Ou condutores dos carros de guerra

    Nova Versão Internacional (NVI-PT)

    Biblia Sagrada, Nova Versão Internacional®, NVI® Copyright © 1993, 2000 by Biblica, Inc.® Used by permission. All rights reserved worldwide.

Nova Versão Internacional (NVI-PT)

Biblia Sagrada, Nova Versão Internacional®, NVI® Copyright © 1993, 2000 by Biblica, Inc.® Used by permission. All rights reserved worldwide.

Êxodo 14 NVI-PT
Êxodo 17 NVI-PT